Instalações Hidrossanitárias: Projeto Indispensável

November 7, 2018

Imagine-se livre de problemas envolvendo instalações hidrossanitárias: Vazamentos, entupimentos, mau-cheiro e despesas. Imaginou? Pois saiba que calcula-se que quase 75% das patologias em edifícios são advindas dessas instalações e com origem no projeto. 

 

Simples! Um excelente projeto pode aliviar dores de cabeça futuras e garantir sua qualidade de vida.

 

Basicamente, as instalações hidrossanitárias captam, armazenam e distribuem água potável para os pontos de utilização e, conseguinte a esta etapa, encaminham-na para rede pública de coleta de esgoto ou sistemas sépticos (estações de tratamento de água ou fossa séptica).

 

Tudo isso por meio de tubulações e acessórios, divididos englobando todo o sistema de água fria, quente, esgoto sanitário, esgoto pluvial e, em alguns casos, combate a incêndio.

 

 

Falando em qualidade de vida, vale mencionar que existem exigências básicas (leis) que propiciam às pessoas um projeto bem planejado e eficiente, seguindo os requisitos abaixo:

 

NBR 5626/98:

a) Potabilidade da água: Sendo preservada, assegura que a água está própria para consumo e contato humano direto ou indireto. Isto é, todas as análises foram feitas baseadas para contribuir para a qualidade da água.

b) Controle e planejamento apropriado: A água é distribuída com quantidade adequada e sendo respeitados os parâmetros de pressão e velocidade.

c) Economia de água e energia: Pode-se promovê-las por meio da escolha dos materiais da tubulação e acessórios, assim como escolhendo um profissional adequado para produzir o projeto.

d) Manutenção fácil e econômica: Deve ser primordial possibilitar a acessibilidade aos equipamentos de todas as partes da instalação.

e) Evitar níveis de ruído inadequado à ocupação do ambiente: Essa exigência é efetivada quando as etapas acima são bem planejadas e executadas.

f) Conforto: Proporcioná-lo é garantir que tudo esteja nos conformes, indicando peças adequadas, operação eficiente e fácil, medidas de vazão e velocidade bem calculadas, etc.

 

 

Após observar o que responsabiliza ao profissional executar para assegurar o seu conforto, vamos lá para conceitos e explicações simples do projeto.

 

1. Instalações de Água fria: Conjunto de tubulações, dispositivos, acessórios e reservatórios apropriados que tem como função abastecer os pontos de utilização de alguma edificação.

 

-> Sistemas de distribuição:

  • Direto: Alimentação é feita diretamente na rede pública de abastecimento (sem reservatório), é adequada por ser mais confiável no quesito de potabilidade e de baixo custo.

  • Indireto: O abastecimento vem do reservatório da edificação ou residência e garante o uso da água mesmo quando há interrupção de fornecimento da rede pública.

  1. Indireto sem recalque: É quando o sistema possui pressão suficiente para que o fornecimento de água da rede pública para o reservatório, seja sem o auxílio de bombas, apenas por gravidade.

  2. Indireto com recalque: É quando o sistema não possui pressão suficiente, ou seja, é feito um reservatório inferior e a água é recalcada por meio de bombeamento

  • Hidropneumática: Processo o qual é dispensado o reservatório superior e a distribuição é ascendente, ou seja, a partir de um reservatório de aço onde a água fria pressurizada. Obs: Esse tipo de distribuição necessita de manutenção preventiva.

  • Misto: Distribuição que envolve os dois processos, tanto pela rede pública, quanto pela rede privada.

 

 

Instalações de Água Quente: Consistem do mesmo princípio do conceito de Instalações de água fria, mas com todos os materiais próprios para Água quente, isto é, parâmetros de temperatura, adequabilidade do uso da água, etc.

 

-> Sistemas de aquecimento:

  1. Individual: É quando a tubulação só alimenta uma peça de utilização. Ex: Pias

  2. Central Privado: A tubulação alimenta várias peças de utilização de um estabelecimento ou domicílio. Ex: Reservatório de água quente 

  3. Central Coletivo: Quando a tubulação alimenta várias peças de várias residências ou unidades. Ex: Hotel  

 

-> A rede de distribuição é encorporada para os dois tipos de instalação, tanto fria quanto quente:

Barrilete: Conjunto de tubulações que se originam no reservatório e alimentam as colunas de distribuição

Colunas de Distribuição: Derivam-se do barrilete e alimentam os ramais

Ramais: Recebem água das colunas de distribuição e a distribui para os sub-ramais nos pavimentos.

Sub-ramais: Tubulação que alimenta diretamente as peças de utilização

 

 

 

Prioridade de cálculo para o profissional:

1. Fonte de Abastecimento: Poço, açude, rede pública, etc. (Respeitando as normas)

2. Dimensionar Reservatório

3. Analisar demanda de água

4. Quantitativo de equipamentos e dispositivos

5. Cálculo do Diâmetro das tubulações de distribuição

6. Verificar pressões, vazões e velocidades

 

 

 

Instalações de Esgoto: São calculadas para receber a água que já foi utilizada ou pluvial e enviá-las ao um local de destino.

 

  • Esgoto Pluvial: Água advinda das chuvas e direcionadas para galerias pluviais, que são, basicamente, dutos subterrâneos responsáveis por captar e promover o escoamento pelas bocas coletoras ou sarjetas

 

  • Esgoto Sanitário: Água que já foi usada pelas peças de utilização da residência ou estabelecimento

  1. Instalação Primária: Conjunto de tubulações ou equipamentos que contêm gases vindos do coletor público ou da fossa séptica. Isto é, elas necessitam ser dotadas de ventilação.

  2. Instalação Secundária: Conjunto de tubulações ou dispositivos que bloqueam a passagem dos gases pelos desconectores ou sifões.

 

 

Para se obter o dimensionamento das instalações de esgoto sanitário é preciso respeitar criteriosamente a NBR 8160/99:

a) Evitar contaminação, separação absoluta do sistema predial de águas pluviais;

b) Permitir escoamento rápido da água e dos despejos, para evitar vazamentos e a formação de depósitos dentro da tubulação

c) Impedir gases provenientes do interior do sistema de esgoto para áreas de utilização

d) Impossibilitar o acesso de corpos estranhos dentro do sistema

e) Permitir a manutenção fácil e acessível

f)  Impossibilitar o acesso de esgoto nas tubulações de ventilação

g) Permitir a fácil fixação dos aparelhos sanitários com dispositivos adequados

 

Prioridade de cálculo para o profissional:

1. Dimensionamento da Tubulação

2. Disposição e posicionamento de dispositivos

3. Localização com percusso do Esgoto

4. Disposição de Caixas de Inspeção

5. Tubulação de destino final

 

 

 

Destino Final:

1. Coletor Público (Recomendado): Encaminham o esgoto para o ramal de esgoto municipal

2. Sem coletor público: O esgoto é direcionado para receber algum tipo de tratamento para descarte ou, até mesmo, para reuso em mictórios ou regar plantas.

 

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Gabriella Maia, Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

 

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